Eu nunca fui do tipo que gosta de ser chamado de santo, ou ser considerado como tal. Gosto de atrair as pessoas para perto de mim, esquecer que existe falsidade e quando acontecer de trombar com ela, simplesmente, ignorar. Corro contra o vento e sobre minhas próprias vontades, sei o que me faz bem. Estar cercado de amigos é uma forma evidente de se consagrar a felicidade, não é diferente comigo. Sou ciumento com quem me importo de verdade, mas é claro, que por não ser perfeito eu erro descaradamente e não tenho medo de admitir. Quem me conhece sabe disso, e quem quer se aproximar de mim, deve saber lidar com meus sentimentos extremos. Eu grito, eu choro, eu sangro. Não tenho medo de arriscar e de tomar atitudes relativamente estúpidas, faço tudo para não desperdiçar a vida. Cometo erros sem medo, até mesmo quando sei que pode ser um caminho sem volta. Gosto de me sentir desejado, atraído pelo motim de belas carnes. Mesmo quando estou acompanhado, gosto de me sentir atraído e de sentir atração também. É a maldição da vida, você pode amar todos sem se preocupar, mas deve amar de verdade, como se tudo fosse um paraíso inusitado.